Padrão da raça – Pequinês

bf0a5_1

——- Aparencia

* A raça pequinesa tem mais de 2000 anos de existência e mudou pouco em todo esse tempo, sendo muito provavelmente a resultante do cruzamento de cães do tipo maltês e terriers tibetanos (que originaram o Lhasa Apso) com os pequineses já existentes nesta época. Atualmente, os criadores modernos e juízes de competições caninas parecem preferir o tipo de pêlos longos ao tipo mais tradicional, de pêlo estilo spaniel. Um poema escrito pela imperatriz Tzu Hsi descreve aqueles que seriam os aspectos essenciais da raça e nos ajudam a entender como os chineses de antanho viam este cão.

* Os padrões da raça admitem praticamente todo tipo de combinação de cores. A mais comum é o sable vermelho; esta é a cor da maioria dos pequineses do Westminster Kennel Club Dog Show. Preto e bronze são populares também, mas os dourados parecem ser os preferidos para cães de exposição. O pequinês totalmente branco (exceto a face) ou totalmente preto é deveras impressionante. É fundamental que a face (nariz, lábios e contorno dos olhos) seja negra e os olhos, marrons. Supostamente, há uma variante de pêlo azul (acinzentado) na linhagem pequinesa britânica.

* Os olhos do pequinês são grandes, cristalinos, de cor escura e brilhante, levemente proeminentes e redondos. As orelhas, em forma de coração, são providas com longas franjas. O pescoço é um pouco curto e grosso. O tronco é curto, mas com tórax amplo. A cauda é de inserção alta, posição rígida, levemente curva sobre o dorso, com franjas abundantes. Sua pelagem é longa e reta, com crina abundante que se estende atrás dos ombros, formando uma espécie de coleira ao redor do pescoço.

* O pêlo de cobertura é basto, com franjas abundantes nas orelhas, nos membros, nas coxas, na cauda e nos pés. Todas as cores e manchas são admitidas, e apreciadas igualmente, com exceção do albino e da cor de fígado. Os exemplares multicoloridos apresentam manchas bem definidas.

* O modo de andar bamboleante do pequinês não tem similar no mundo canino. Visto que os chineses os criavam originalmente para fazer companhia ao imperador, suas damas da corte e eunucos, as pernas são arqueadas para desencorajar perambulações. Todavia, eles o podem fazer e o farão, mesmo com cães maiores, quando permitido. É impressionante como as pernas arqueadas lhes permitem caminhar, correr ou trotar.

* Pelo padrão inglês, os pequineses devem pesar até 5 Kg (machos) e 5,5 kg (fêmeas), e medir de 15 a 23 cm de altura nas espáduas. Em competições, o padrão americano recomenda que animais acima de 7 kg sejam desclassificados.

pekingese_image_002——- Temperamento

Cães pequineses podem ser teimosos. São do tipo que sempre atendem quando o dono chama. Não são agressivos com outros cães e se acostumam muito rápido com outros cães que não sejam filhotes, companheira(o)s e irmã(o)s. É fácil acreditar que os pequineses sabem que pertencem à realeza e esperam que você também perceba isso. O pequinês é um cão amigo que você pode adestrar facilmente. Geralmente é cão de um único dono. Ele decide de quem gosta mais e pode lhe surpreender. Eles aceitam facilmente outras pessoas na sua vida. Ele adora criança e é um ótimo cão de companhia. Pode ter ciúmes de seu dono e se tornar um cão agressivo quando contrariado, mas depois se acalma. É um cão amigo, contente, e quando recebe carinho e é bem tratado pode até dar a vida pelo seu dono. Introduzido no (Brasil) na década de 1960, em fins da década de 1970 a grande procura estimulou a ganância comercial; no início dos anos 1990 o pequinês legítimo era raro no Brasil.

bxk79689_fotos-035800 ——- Saúde

Os principais problemas dos pequineses envolvem os olhos grandes e sensíveis e o sistema respiratório, por conta de seu crânio pequeno e cara chata, e alergias de pele. Um problema bastante comum são ulcerações nos olhos que podem se desenvolver espontaneamente. Pequineses nunca deveriam ser mantidos fora de casa, pois tem dificuldade em regular a temperatura corporal quando o tempo está demasiadamente quente ou frio. Seus dorsos longos demais se comparados às pernas, os fazem vulneráveis a lesões nas costas. Deve-se tomar cuidado ao erguê-los, para proporcionar suporte adequado para as costas: coloca-se uma mão sob o peito e outra sob o abdômen. Por causa das pernas curtas, alguns pequineses têm problemas com escadas; cães idosos podem não ser mais capazes de subir ou descer escadas sozinhos

pequines——- Cuidados

Manter a pelagem do pequinês saudável e apresentável exige que ela seja escovada pelo menos uma vez ao dia (embora criadores admitam que isso possa ser feito apenas três vezes por semana, a escovação diária lhe permitirá levar seu cão ao tosador apenas de 3 em 3 meses). Todavia, se o animal se sujar e a sujeira secar no pêlo, será necessário levá-lo ao tosador, posto que é difícil para um leigo fazer a limpeza sem machucar o cão.

pekingese1904——- História

Análises de DNA recentes indicam que os pequineses são uma das mais antigas raças de cães do mundo. Pelo menos desde a Dinastia Ming (1368-1644), sua posse estava restrita aos membros da corte imperial chinesa, sendo que o cruzamento e a criação ficavam a cargo dos eunucos. Estes, por sinal, disputavam arduamente entre si as boas graças dos governantes, tentando produzir os exemplares mais ferozes e de aparência mais leonina.

Companhias constantes do imperador, quando este seguia para o salão de audiências, muitos dos seus pequenos companheiros lideravam a procissão anunciando sua chegada com latidos agudos (uma dica para que os simples mortais virassem o rosto para o outro lado). À noite, eles carregavam lanterninhas penduradas nos pescoços.

Ao longo dos primeiros dois séculos da Dinastia Manchu (1644-1912), o pequinês e o Lhasa Apso eram mais parecidos entre si do que são hoje. Mas foi somente nos últimos 100 ou 150 anos que programas especializados de cruzamento na Cidade Proibida e no Ocidente estabeleceram uma conformidade que permitisse distingüir claramente entre ambas as raças.

Durante a Segunda Guerra do Ópio, em 1860, a Cidade Proibida foi invadida pelas tropas inglesas. O imperador Xianfeng fugiu com toda a sua corte. Todavia, uma tia idosa do imperador ficou para trás e, quando os ‘diabos estrangeiros’ entraram, ela suicidou-se. Junto do corpo, os soldados encontraram cinco pequineses que pranteavam sua morte.

Os animais foram recolhidos pelos ingleses antes que o Velho Palácio de Verão fosse queimado. Lord John Hay levou um casal, posteriormente chamados de ‘Schloff’ e ‘Hytien’ e os deu à sua mãe, a duquesa de Wellington, esposa de Henry Wellesley, 3° duque de Wellington. Sir George Fitzroy levou outro casal, e os deu para seus primos, o duque e a duquesa de Richmond e Gordon; este dois, que receberam o prefixo de Goodwood, são os fundadores da linhagem inglesa. O tenente Dunne presenteou o quinto pequinês para a rainha Vitória do Reino Unido, que o denominou Looty.

A Imperatriz Viúva Tzu Hsi presenteou com pequineses vários americanos, incluindo John Pierpont Morgan e Alice Lee Roosevelt Longworth, filha de Theodore Roosevelt.

Os primeiros pequineses na Irlanda foram introduzidos pelo Dr. Heuston. Ele fundou clínicas de vacinação contra varíola na China e o efeito foi dramático. Em reconhecimento, o ministro chinês Li Hung Chang presenteou-o com um casal de pequineses. Eles foram chamados de Chang e Lady Li. O Dr. Heuston fundou o canil Greystones.

O ápice do pequinês como queridinho dos palácios imperiais chineses ocorreu durante o reinado da Última Imperatriz (Tzu Hsi), que ascendeu ao poder em 1861. Para obter prestígio, ela se fez cercar dos diminutos “cães-leões”, insistindo para que sua semelhança com o leão fosse tão próxima quanto possível. Após a morte dela em 1908, os serviçais da corte mataram a maior parte dos animais para que eles não caíssem em mãos indignas. Os poucos que escaparam desapareceram em residências particulares sem deixar vestígios; não fosse a raça estar firmemente estabelecida no Ocidente, teria muito provavelmente sido extinta nesta ocasião.

pequines-4——- Lendas e curiosidades sobre pequineses

Existem duas fábulas sobre a origem dos pequineses. A primeira é a mais comum, O Leão e a Sagüi:

Um leão e uma sagüi se apaixonaram. Mas o leão era grande demais para a macaquinha. O leão foi até Buda e lhe contou sua desventura. Buda permitiu que o leão encolhesse até o tamanho da sagüi. E o pequinês foi o resultado dessa história.

A segunda fábula, menos comum, é a dos Leões-Borboleta:

Um leão apaixonou-se por uma borboleta. Mas a borboleta e o leão sabiam que a diferença de tamanho era demasiada para ser vencida. Juntos, foram até Buda, que permitiu que o tamanho de ambos se encontrasse na média. E daí veio o pequinês.

Outra lenda diz que o pequinês é o produto da união de um leão e uma macaca, recebendo sua nobreza e pelagem do primeiro e seu andar desajeitado da segunda.

* Na China Imperial, o roubo de um pequinês era punido com a morte, e esperava-se que os visitantes prestassem homenagens aos favoritos dos imperadores, pois os pequineses eram considerados pessoas e muitas vezes recebiam até títulos honoríficos (“Vice-Rei”, “Guarda Imperial” etc).

* Cães totalmente brancos – em parte pela sua raridade e em parte pelo fato de que branco é a cor de luto na China – eram grandemente apreciados e sujeitos a muita superstição. Quando surgia algum, acreditava-se que era o espírito de um grande homem, e como tal, o animal era mantido no templo e tratado com profundo respeito.

* Visto acreditar-se que o pequinês havia sido originado do Buda, ele era um cão de templo. Como tal, não era um mero brinquedo. Ele havia sido feito pequeno assim para que pudesse perseguir e destruir os pequenos demônios que podiam infestar o palácio ou templo, mas seu coração era tão grande que ele poderia destruir mesmo o maior e mais feroz. Um livro foi escrito com esta premissa, embora a autora (Barbara Hambly) negue ter conhecimento das lendas: Bride of the Rat God (“A Noiva do Deus Rato”).

* Apenas dois cães sobreviveram ao naufrágio do RMS Titanic; um deles era um pequinês!

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pequin%C3%AAs

Curiosidades do Pequines

pequines

AFINAL, É VERDADE OU NÃO?

…que o pequinês é muito agressivo?

Não é verdade. Uma das características deste pequeno cãozinho é justamente a docilidade.
Numa criação selecionada e criteriosa estes exemplares agressivos não existem pois o temperamento é fator importante na decisão da escolha dos reprodutores.
A valentia desta raça pode ser confundida com agressividade devido à fama difundida nos últimos anos, sobretudo no Brasil. Na verdade o pequinês é uma raça corajosa que freqüentemente se esquece de seu tamanho em relação a cães estranhos e às vezes, de grande porte. Gostam de vigiar o espaço que eles entendem como seu território. Com humanos são meigos e dóceis, porém são reservados com estranhos.
Os cruzamentos inadequados na década de 60 e 70 podem ter gerado exemplares mais agressivos, principalmente quando houve mistura de raças, mas em regra geral o que chamamos de exemplar legítimo da raça não deve ter este comportamento.

…que os olhos dele saltam para fora?

Os olhos de cães desta raça, assim como os de outra raça qualquer, não tem vontade própria. Logo, podemos dizer que não “saltam” para fora da cabeça.
Uma das características da raça é ter olhos grandes, escuros e arredondados que devem estar perfeitamente alojados na órbita craniana. Podem ser discretamente proeminentes mas não é desejável animais exoftálmicos, ou seja, exibir saliência exagerada do globo ocular.
De qualquer forma é necessário que o dono esteja sempre atento aos cuidados típicos para a raça. Levando-se em conta que eles não tem focinho e são valentes ao extremo com outros cães; uma briga pode ocasionar algum trauma nos olhos e isto não é o que desejamos.
Mantendo os olhos limpos, evitando confrontos, retirando obstáculos perigosos e eliminando o péssimo hábito de suspender o cão pela pele do pescoço não há o que temer em relação a este problema.
Estes cuidados podem ser aplicados a cães de outras raças também.

…que ele está em extinção no Brasil?

Não é verdade, mas esta pergunta exige algumas ponderações deste criador.
Por seguidas vezes fomos consultados sobre esta questão. Simplificamos a resposta dizendo que aqueles que formavam o plantel antigo foram minguando mas novos exemplares importados estão dando novo fôlego à criação da raça no Brasil.
Neste espaço quero tratar com mais profundidade sobre este assunto.
O pequinês é nativo de terras brasileiras? Faz parte da fauna brasileira?
A resposta é não, ele seria originário da China e seu padrão foi sendo modificado pelos objetivos estabelecidos na criação da raça principalmente nos países ocidentais.
Concluímos então que o pequinês não está em risco iminente de extinção já que podemos importar novos exemplares e resgatar o plantel nacional.

Quero aproveitar e promover um debate que esta questão sugere neste momento.
Não deveríamos nos preocupar com a arara-azul; o mico-leão-dourado; o cachorro-do-mato-vinagre; o peixe-boi; as baleias; a exploração predatória de nossas matas, fauna e flora; o contrabando de animais silvestres; o desrespeito ao princípio fundamental do direito a vida dos animais e o sofrimento dos animais usados em laboratórios? E isto para ficar só em algumas questões sem levar em conta o que está ou não em extinção.
Insistir na tese da extinção do pequinês e, às vezes, subsidiar esta afirmação com comentários de criadores que foram pegos de sobressalto, e não puderam analisar com tempo e profundidade a questão é criar um fato onde não existe. Ao risco da extinção os criadores responderão com um programa de acasalamento para recuperar a raça. Mas insisto, esta não é uma questão relevante neste momento.
Imperativo no momento é a criação responsável da raça pequinês e de todas as raças de cães, gatos e outros animais. Também a posse respeitosa pela vida que a nós é dado o direito da convivência, sem dar tanta importância pela origem genealógica do animal.
O momento é de reflexão sobre o destino dos nossos exemplares, como serão tratados, criados e acasalados. Qual o futuro dos descendentes que nasceram por nossa intervenção?
Lá na frente, daqui a alguns anos, eles não estarão com frio, fome, sede e com medo; caminhando sozinhos, abandonados por alguma rua, viela ou praça de alguma cidade de nosso país? Talvez você nunca veja nem saiba o que de fato aconteceu, mais isto serve de consolo a alguém?
Se nada disto te interessa e o amanhã é um tempo que não existe em suas preocupações com os animais, talvez você deva ponderar profundamente sobre a decisão de adquirir um deles para sua companhia.
Mas se você leu até aqui é porquê de alguma maneira este texto toca seus sentimentos mais profundos de amor e respeito à vida, e este modesto criador se arrisca a dizer que você está pronto(a) para esta responsabilidade.
Boa sorte na sua decisão.

…O pequinês número zero existe?

É muito comum que pessoas nos liguem para consultar se temos o pequinês “zero” numa referência a um tamanho reduzido do exemplar.
O pequinês não é classificado por número quando a dúvida é o tamanho (ver padrão da raça). Em regra o peso de um exemplar da raça está entre 3,5 kg e 5,5 kg. Para ter uma idéia, a altura de um pequinês pequeno é 16 cm aproximadamente (medidos da base da pata dianteira até a cernelha, ou seja, base do pescoço).
Não sabemos quem ou quando começou esta classificação para o tamanho, mas podemos afirmar que exemplares com peso inferior a 3,5 kg de peso estão abaixo do mínimo estabelecido para a raça segundo o Padrão Internacional.
Eventualmente nascem exemplares diminutos que são chamados por alguns de pequinês de bolso ou de manga numa referência ao local onde eram transportados no vestuário dos imperadores chineses.
Reprodutores pequenos demais podem, além de estar em falta com o padrão da raça, apresentar dificuldades no parto.

Fonte: http://www.pequines.com.br/


Itens relacionados:

  1. Cão pequinês pinta quadros que valem US$ 250
  2. Padrão da raça – Pastor Alemão
  3. Padrão da raça – Golden Retriever
  4. Padrão da raça – Chowchow
  5. Padrão da raça – Chihuahua
Voltar