out 07 2009

Profissão: dog walker

Já é comum ver em praças, parques e ruas, pessoas andando com diversos tn_dog walker_06-10-09cães ao mesmo tempo. São os dog walkers, ou passeadores, como são chamados aqui no Brasil. Passear com o cachorro dos outros é o trabalho deles. Parece estranho? Acredite, está cada vez mais comum. Muitas pessoas entram nessa profissão para ganhar um dinheiro extra, e o serviço é uma mão na roda para quem tem cachorro e não tem tempo para passear com ele. A jornalista Luciana Palmeira contratou um dog walker para a sua beagle e está adorando os resultados. “Às vezes, chego muito tarde e não tenho tempo de sair com a Mila.” Luciana conta que chega em casa cansada, mas a cadela está cheia de energia. “Não era legal nem para ela, nem para mim. Hoje, a Mila está menos ansiosa, e o clima em casa está muito mais tranquilo”.
O trabalho se encaixou tão bem nos padrões da vida moderna que empresas e pet shops começaram a oferecer o serviço  e todos  garantem que o trabalho não é tão simples quanto parece e exige qualificação profissional. Normalmente, é realizado primeiro um curso de adestramento para depois inserir o cão num programa de dog walker. A procura pelo trabalho é grande.  Ser um passeador exige preparação, dedicação e confiança dos donos e dos próprios bichos. Os funcionários têm de ser de confiança pois  eles  vão até a casa onde moram os cães e, às vezes, não há ninguém na casa. É um trabalho sério e responsável.
Conhecer a empresa e o passeador é fundamental para evitar problemas, principalmente com segurança do animal. Os donos querem ficar tranquilos quando seus cachorros estão sob os cuidados dos passeadores. Esses quesitos teriam evitado o escândalo ocorrido no mês de agosto, envolvendo uma empresa especializada em passeadores. No parque do Ibirapuera, em São Paulo, um funcionário uniformizado estava passeando com um cão da raça schnauzer quando foi visto chutando o bicho para que este o obedecesse. Quando contatada para esclarecimentos, a empresa não se manifestou.

Como contratar um dog walker
Nem todos os cães são aptos ao programa, por exemplo, cães bravos que tenham problemas de comportamento, muitas vezes não aceitam outros cães o que dificulta o passeio em grupo. Cada passeador pode levar até três cães, que são agrupados por região e por perfil do passeio. A veterinária e especialista Vanessa Rodrigues Requejo, da empresa Cãominhando, em São Paulo, dá dicas para não ter surpresas quando contratar um dog walker: “Veja se ele tem certificado de adestramento, apoio veterinário e redija um contrato oficial antes de aderir ao serviço”.

Stephanie Gomes é dog walker profissional há sete meses e entrou no ramo porque sempre gostou de bichos. “A melhor coisa é quando chego na casa dos donos e os cachorros me reconhecem, fazem festa… Eles ficam felizes ao me ver, pois sabem que eu participo de uma parte gostosa do dia deles.” Stephanie defende a qualificação profissional “Hoje sei que é muito importante que o passeador tenha noções de adestramento.”

PS: A Escola Petisco – Adestramento divertido, também possui o programa Dog Walker. Para maiores informações clique aqui

Fonte: R7


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